FIGURAS LATINAS II
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Daily Mail descobre famosa vendedora de tabaco
LETÍZIA flagrada quando estudante em México dando cigarros
La prensa ha repetido en múltiples ocasiones que Letizia Ortiz, la reina de España, es la primera monarca plebeya. Ese fue el leit motiv de todas las informaciones que se publicaron cuando el entonces príncipe de Asturias, Felipe de Borbón, anunció su relación con la periodista de RTVE, pero hasta ahora no había una imagen que describiera mejor la procedencia social de la reina que las que ha publicado el diario británico Daily Mail se había tenido una imagen.
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Bajo el titular "La vendedora de cigarrillos que se convirtió en reina", el periódico ha publicado cuatro fotografías de la época de estudiante de Letizia en un universidad mexicana, en la década de 1990. Durante este periodo, la reina trabajó promocionando una marca de tabaco y repartiendo cajetillas de cigarrillos en las calles de Guadalajara, en México, como muestran las imágenes.

Después de pasar una temporada estudiando un máster en México, Leticia regresó a España, donde antes de conocer al príncipe Felipe, trabajó como periodistas en la cadena CNN, hasta que unos años después comenzó su andadura en la televisión pública española, en los informativos de RTVE, donde conoció a su actual marido, que tras la abdicación de Juan Carlos I, la ha llevado hasta el trono de España.
PÚBLICO, de Madrid
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CONTRA TODAS AS EXPECTATIVAS
500 crianças 'escravizadas' resgatadas da CASA MAMÁ ROSA
O horror tinha lugar na cidade mexicana de Zamora (Michoacán). Ali, na chamada Casa de Mamãe Rosa, viviam, de acordo com a Procuradoria Geral do México, 592 pessoas em condições de confinamento e semiescravidão. Eram desde crianças abandonadas até adolescentes delinquentes, os quais a polícia libertou ontem trazendo à tona um catálogo de abusos que fariam empalidecer Charles Dickens. Os menores de dezoito anos, muitos deles deixados aos cuidados da diretora do internato, Rosa del Carmen Verduzco, de 79 anos de idade, eram obrigados a pedir esmola em casas e ruas, eram alimentados com comida em mal estado, não tinham camas para dormir e eram inclusive submetidos a humilhações sexuais. No topo dos desmandos, sempre de acordo com o relatório oficial, figura uma prática horrenda: os bebês que chegavam a nascer no albergue, todos frutos da miséria, eram registrados como filhos da fundadora, impedindo os pais de ter qualquer decisão sobre os pequenos. Este último feito foi o que causou a ação da promotoria. Pelo menos cinco progenitores apresentaram denúncia pelo sequestro de seus filhos e o que até então era apenas um rumor resultou em uma operação conjunta do Exército mexicano e da Polícia Federal no qual foi detida Verduzco, junto com oito empregados. A intervenção retirou dos muros do centro 452 menores de dezoito anos (278 meninos e 174 meninas, incluindo seis bebês), assim como 138 maiores de idade (de 18 a 40 anos). Fica no ar a pergunta de como uma instituição com centenas de internos, com convênios com entidades públicas e muito conhecida no país pôde cometer tamanho acúmulo de violências sem ninguém intervir antes.

O lar, também conhecido como A Grande Família, estava aberto desde 1947 e funcionava em regime de internato. Sua imagem pública era quase beatífica. Em suas dependências educavam-se os menores de dezoito anos sem estudo do infantil ao estudo universitário. Tudo isto mediante acordos com a Secretaria de Educação Pública. Também eram oferecidas oficinas de artes plásticas, música, costura e alvenaria. Rosa del Carmen Verduzco, conhecida como A Chefa, apresentava-se em sua página do Facebook como a “mamãe” de todos os internos, que teriam sido adotados em um gesto de amor. “Delinquentes, drogados ou crianças de rua, todos têm o sobrenome Verduzco”, é possível ler na página. “Minha vida é dedicada a educar estas crianças”, disse Verduzco em repetidas ocasiões.
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O centro chegou a ser visitado pelos presidentes Vicente Fox e Felipe Calderón. Seu ginásio, inclusive, foi doado pela rainha Isabel II da Inglaterra. Bem conhecido, o albergue havia conquistado o respeito de muitos intelectuais por suprir as carências do Estado na assistência de crianças e adolescentes sem futuro. Não em vão, ao saber da intervenção policial, pensadores do naipe de Enrique Krauze pediram nas redes sociais respeito pela figura de Verduzco. Esta mulher, que passou da noite para o dia de uma venerada educadora a um ogro, tinha 60 anos de dedicação ao cuidado dos menores de dezoito anos. “Por aqui passaram milhares de crianças, pode ser que tenha ocorrido algum caso de excesso, mas não se pode jogar fora toda sua tarefa educativa”, assinala um conhecedor do internato. “É um excesso, conheço a casa desde 1979 e é uma instituição extraordinária, um milagre permanente”, indica o respeitado historiador Jean Meyer.

O relato feito pela polícia e a promotoria não deixa, entretanto, muito espaço para o debate. Na investigação, iniciada após receber as denúncias dos progenitores, os agentes foram recolhendo testemunhos que detalharam abusos de toda sorte. O procurador geral do México, Jesús Murillo Karam, recordou que uma das vítimas, por exemplo, contou como ao fazer 18 anos de idade foi impedida de recuperar a liberdade, sendo obrigada a trabalhar sem remuneração para a instituição por mais 13 anos. Esta mulher assegurou que suas duas filhas foram adotadas por Mamãe Rosa e que só podia vê-las uma vez a cada dois meses durante três horas. Em seu desespero, esta mãe ofereceu para a Chefa 10.000 pesos (1.720 reais) para recuperar as meninas. A resposta de Verduzco, sempre de acordo com o procurador, foi: “Junte o dinheiro e me ligue”.

A principal acusada, assim como os seus ajudantes, prestou declaração ontem para a Procuradoria. Duas das cinco meninas supostamente sequestradas foram recuperadas. A polícia busca outros três, ao mesmo tempo em que iniciou a tarefa de identificar os internos. Entretanto, como destacou o procurador geral, o centro começou a ser dedetizado para acabar com a infestação de ratos, percevejos e pulgas.
Texto de Jan Martínez Ahrens publicado no diário EL PAÍS, de Madrid
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EL CUENTO ENTRE LA FANTASIA Y LA REALIDAD
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Da boca de Cristina Kirchner:
‘Argentina é alvo de pilhagem internacional financeira’
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou nesta quarta-feira - 16 de Julho -, que a Argentina é alvo de uma "pilhagem internacional em matéria financeira" e pediu auxílio da "Pátria Grande" latino-americana para impedir novos ataques contra outros países, em comentário à crise da dívida argentina com credores internacionais.
"Acreditamos que devemos acabar com esse tipo de pilhagem internacional em matéria financeira, como hoje pretendem fazer contra Argentina e como vão querer fazer contra outros países do planeta", afirmou, em discurso improvisado na porta de um hotel presenciado pelo Estado. "Acreditamos numa Pátria Grande".
A presidente argentina participa, em Brasília, da reunião de cúpula do grupo Brics em conjunto com os mandatários dos países da Unasul. Cristina faz gestões para conseguir entrar no Brics, bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Aos integrantes da União da Juventude Socialista (UJS), ligada ao PCdoB, Cristina comemorou a criação do banco do Brics e atacou organismos multilaterais.
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"Vão surgindo cada vez mais instituições que questionam exatamente esses funcionamento dos organismos multilaterais que, em vez de dar soluções, não fazem mais do que complicar a vida dos povos", disse. E afirmou que a reuniões dos chefes de Estado e de governo, em Brasília, terá desdobramentos relevantes. "Hoje vamos dar um passo muito importante. Ontem, também foi dado um passo importante aqui, no Brasil (com a criação do banco do Brics). Demos um passo importante nos países da Unasul quando criamos o Banco do Sul".
A presidente argentina agradeceu o apoio dos militantes. "Não esperava uma recepção tão calorosa dos jovens de Brasil. Quero agradecer por que sei que não é que vocês apoiam Cristina, mas as políticas que temos adotado na Argentina", disse. E convocou a juventude a participar do processo. "Por isso, é muito importante, sobretudo vocês, que são os jovens e ativos, que não podem permitir que comprometam as esperanças e os sonhos de um Brasil melhor, de uma América do Sul melhor e de um mundo melhor".
Aos gritos de "Argentina, povo amigo, o Brasil está contigo", Cristina Kirchner agradeceu o apoio em terras brasileiras. "Agradeço a presença de vocês e, além disso, a força, vamos seguir na militância pelo Brasil, pela América do Sul e por um mundo melhor".
Ao fim do discurso, Cristina Kirchner fez uma apelo pela paz no Oriente Médio. "Em um mundo atravessado pela violência, fazemos um chamamento pela paz, para que se pare a guerra no Oriente Médio e se acabe com a morte de tantos civis, de tantas crianças, por que a guerra é terrível", afirmou.
Texto de LEONÊNCIO NOSSA publicado no diário O ESTADO DE S. PAULO
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Juan Carlos Guzmán Betancur
O ladrão colombiano com classificação de cinco estrelas
Para Juan Carlos Guzmán Betancur robar es un trabajo como cualquier otro. Por eso se refiere a sus víctimas como ‘clientes’ y está convencido de que no ha hecho nada malo, pues siempre tiene cuidado de elegir millonarios que jamás extrañarían un reloj de marca o unos cuantos miles de dólares. Nunca
personas de clase media que han ahorrado toda la vida para darse unas merecidas vacaciones. Su modus operandi tampoco es violento: en lugar de amenazar con armas o lanzar improperios, roba en silencio, casi con elegancia.

Se especializa en los hoteles cinco estrellas. “El trabajo consiste en ver quién sale de una ‘suite’, dejar que se aleje lo suficiente y luego acercarme a una de las personas de la limpieza. Le digo que soy el huésped de tal ‘suite’ y que dejé la llave adentro. Todos los empleados del aseo tienen una ‘keycard’ maestra, lo difícil es convencerlos de que soy quien digo para que me abran la puerta. Aquello se logra hablando, rompiendo el hielo”, explica en Alias, un nuevo libro escrito por el periodista Andrés Pachón, en el que por primera vez el estafador colombiano más famoso del mundo relata sus fechorías, que algunos comparan con las del célebre Frank Abgnale Jr., interpretado por Leonardo di Caprio en Atrápame si puedes.

Después de ingresar a la suite, Guzmán llama a la recepción para que le ayuden a abrir la caja fuerte con el pretexto de que olvidó la clave. Como se comunica desde el teléfono de la habitación, el staff del hotel no duda en desbloquearla y dejarlo con el botín en las manos. Sus operaciones tardan 20 minutos, durante los cuales debe estar atento hasta del más mínimo detalle. “La primera impresión es la que cuenta, así que siempre ando muy bien vestido. No hace falta usar trajes ni corbata. Me visto deportivo o casual, pero a la moda”, cuenta. El idioma no es problema: dice que habla inglés, francés, italiano, portugués, árabe, alemán y ruso. E incluso sabe imitar los acentos. “Con el tiempo pasé de ser un chaval tímido a alguien capaz de enredar con solo unas palabras”, añade Guzmán, quien asegura tener la ciudadanía española.

Eso le ha permitido moverse fácilmente por Europa, pero de todas maneras conserva un arsenal de identidades y pasaportes para pagar con tarjetas de crédito robadas o ingresar a ciertos aeropuertos. Porque, pese a sus sofisticadas artimañas, Guzmán ha sido condenado en Estados Unidos, Francia, Irlanda y Reino Unido. Han sido penas cortas –algunas ni siquiera tienen que ver con las suplantaciones, sino con inmigración ilegal– y varias veces se las ha arreglado para escapar. “A él no le gusta que lo tilden de estafador –revela Pachón–. Si lo fuera, dice, estaría pudriéndose en una cárcel como Bernard Madoff. Por eso también actúa solo: si perteneciera a una banda organizada, se le podría ir muy hondo”.
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Guzmán siempre encuentra la forma de librarse, pues insiste en que la culpa es del hotel. Al fin de cuentas él no entró a hurtadillas por el tejado, no forzó las chapas ni obligó a nadie a entregarle el dinero. Afirma que no tiene procesos pendientes, pero Pachón constató que las autoridades en Suiza y Reino Unido aún lo están buscando. Para el vallecaucano de 38 años la Policía no vigilaría sus pasos, si en 1993, cuando tenía 17, su cara no hubiera aparecido en la prensa internacional.

En ese entonces Guzmán se volvió noticia por llegar de polizón a Miami, escondido en el tren de aterrizaje de un avión. Al llegar lo encontraron casi muerto. Y con toda razón: a 10.000 metros de altura, sin presurización y con temperaturas de 20 grados bajo cero, sobrevivir es un verdadero milagro. Tan pronto se recuperó en el hospital, el joven se identificó como Guillermo Rosales, de 13 años. Según él, era un huérfano que merodeaba el aeropuerto de Cali y que un día, a la menor oportunidad, se trepó a una nave que se preparaba para despegar.

Estados Unidos lo acogió como un héroe, pero el engaño no le duró mucho. Cuando lo descubrieron, explicó que había mentido porque no quería regresar a deambular por las calles de Roldanillo, donde nació. En Alias cuenta que sabía cómo funcionaban los aeropuertos porque a veces conseguía trabajo en el área de carga. Lo deportaron poco después y, como era de esperarse, volvió a volarse. Así empezó su carrera delictiva. Años más tarde una familia peruana que conoció en prisión le enseñó un método para robar turistas. Guzmán refinó la táctica y se convirtió en un experto. Tanto así que los detectives que siempre le han seguido la pista, se asombran de su “profesionalismo” .

Una vez, por ejemplo, una pareja que había salido de una habitación donde él estaba robando, regresó antes de lo previsto. Era inevitable que lo vieran, así que se hizo pasar por un empleado: “Lo único que se me ocurrió fue echar mano de un fólder del hotel que tenía cerca. Me lo puse debajo del brazo y salí a plantarles cara. ‘Buenas noches –les dije–. ¿Cómo la están pasando en The Peninsula?’”, recuerda. Los huéspedes se asustaron y al principio no le creyeron, pero como Guzmán había revisado sus pasaportes guardados en la caja fuerte, los despistó al llamarlos por sus nombres. Les ofreció disculpas y como cortesía les envió una botella de Dom Pérignon, que por supuesto cargó a la cuenta de ellos.

Luego de varias entrevistas y correos, Pachón no ha podido hablar con Guzmán desde agosto pasado. La última vez le dijo que tenía planes de casarse con un mexicano y vivir con él en un rancho ganadero. En todo caso, no descartaba volver a sus viejas andanzas. “Nadie tiene el futuro comprado. Las cosas pueden ponerse mal y la relación venirse a menos. Entonces tendría que regresar a mis asuntos –concluye–. No tengo nada de qué avergonzarme. Lo tendría si hubiera asesinado a alguien. Las veces que fui otro me sirvieron para olvidar buena parte de mi triste pasado”.
Texto publicado na revista SEMANA, de Bogotá
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El redactor de discursos, Antonio Alemany
Sem dó e por conta de discursos dispendiosos
Ex-ministro Jaume Matas a prisão, por tráfico de influências
El Gobierno de Mariano Rajoy no ha indultado a Jaume Matas. El ministro de Justicia, Alberto Ruiz-Gallardón, había fijado hace meses el listón de las medidas de gracia cuando, durante una intervención en Barcelona, se jactó de que el Ejecutivo del PP no indultaba a corruptos.

Será el primer exministro de un Gobierno del PP que entrará en la cárcel. Está condenado por corrupción a nueve meses y un día de prisión por un delito de tráfico de influencias, por hechos ocurridos mientras era presidente autonómico de Baleares (2003-2007).

La Audiencia de Palma que condenó a Matas señaló que es autor de “un atentado frontal contra el Estado de derecho” y que no se ha arrepentido. “Ha sido incapaz de satisfacer a la opinión pública reconociendo que cometió el delito y que está arrepentido para reparar el grave perjuicio social”.

Matas formó parte del Ejecutivo de José María Aznar como titular de Medio Ambiente, entre 2000 y 2003 y fue en esa época compañero en el Consejo de Ministros de Mariano Rajoy, Cristóbal Montoro y Ana Pastor quienes desde el actual Gobierno han decidido denegarle la medida de gracia para evitar la orden firme de ingreso en prisión, dictada por la Audiencia de Palma. En su petición de indulto, Matas argumentó razones de "humanidad" y "proporcionalidad" para evitar la cárcel. Antes quiso pagar una multa y además efectuar trabajos para la comunidad.

El político ha sido juzgado y condenado dos veces, una por tráfico de influencias a nueve meses y un día de cárcel; y la segunda vez por cohecho en un veredicto de jurado popular. Por este soborno está penado con nueve mil euros de multa y el retorno de los 42.111 euros de la dádiva que cobró su mujer, Maite Areal, por un trabajo ficticio. Esos escándalos están ligados a su gestión como presidente de Baleares, entre 2003 y 2007. Matas tiene todavía otras causas por corrupción pendientes de juicio, entre ellas la central del caso Nóos, por la que se sentará en el banquillo de los acusados junto a Iñaki Urdangarin.
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La condena por la que ha de cumplir reclusión está basada en las ilegalidades cometidas durante la contratación de su redactor de discursos, Antonio Alemany, excolumnista de El Mundo, también condenado a dos años y tres meses de cárcel. El Gobierno también ha denegado el indulto a Alemany, un periodista que escribía los discursos a Matas a cambio de una contraprestación económica que cobraba a través de una empresa tapadera para evitar que le pudieran identificar y luego los ensalzaba en el periódico para el que trabajaba.

Ambos deberán ingresar en prisión tras denegarles el Gobierno el indulto. La Audiencia de Palma, una vez reciba la notificación de esa decisión, deberá ordenar la ejecución de la sentencia para hacer efectiva la entrada en la cárcel de los condenados. Contra esa resolución no cabe recurso.

La petición de gracia de Matas fue informada negativamente por la Fiscalía y el Tribunal Supremo. Antes de solicitar el indulto, el expresidente balear quiso abonar una multa a cambio de la pena de reclusión. Pero la Audiencia de Palma se negó al tratarse de un caso “de gravedad palmaria” en el que su “grave delito no queda penalmente satisfecho con el abono de una ridícula y exigua multa”.

Pretendió cambiar la cárcel por un pago de 20 euros diarios de multa durante 542 días. “El daño social causado y el quebranto de la integridad y dignidad de las instituciones públicas, no se satisface con el pago de una multa de 10.840 euros”, replicaron las magistrados de la Sala presidida por Francisca Ramis.

La Audiencia dijo que el expolítico usó su cargo “con menoscabo del interés público y colectivo”. Es “inasumible” para la sociedad que “el titular de uno de los poderes del Estado cometa un delito de tráfico de influencias”, señalaron los jueces.

En marzo de 2012, la Audiencia de Palma condenó a Matas a seis años de cárcel por la comisión de seis delitos: falsedad en documento oficial, fraude a la Administración, falsedad en documento mercantil, prevaricación, malversación y tráfico de influencias. El Supremo redujo en 2013 la condena a nueve meses de cárcel por un delito de tráfico de influencias y, entonces, Matas dio una conferencia de prensa triunfalista en Mallorca.

La Audiencia observó que el condenado no había "mostrado interés en reparar o rehabilitar” el daño causado. Cuando se le exigió cumplir la pena reclamó la “concesión de un indulto que conmute la pena impuesta por otra menos grave”.

Matas dijo que quería “compensar” a Baleares “de una forma u otra” por “los efectos causados por el delito” con una pena “de diferente naturaleza” con “trabajos en beneficio de la comunidad”. Aseguró que “no ha detraído dinero público” y que el delito de tráfico de influencias “no puede comprenderse en la denominada corrupción”. El expresidente balear subrayó “la escasa gravedad del delito” y señaló los “efectos desocializadores” de entrar en la cárcel separándose del entorno familiar, afectivo, profesional y laboral.
Texto de Andreu Manresa publicado no diário EL PAÍS, de Madrid
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Putin em viagem por Cuba, Brasil e Argentina
Investirá 9 bilhões de reais na zona franca cubana de MARIEL
A visita oficial de Vladimir Putin a Cuba, primeira escala de uma viagem que começa nesta sexta-feira - 11 de Julho - e inclui também o Brasil e a Argentina, reforça a progressiva aproximação entre Moscou e Havana, reeditando o papel da ilha como ponta de lança da Rússia na América Latina. O presidente russo não desconhece que desde a criação do Fórum de São Paulo, em 1990, Cuba estreitou as suas relações com uma esquerda que hoje governa países comercialmente atraentes para o Kremlin. Os Estados Unidos observam com lupa e receiam os novos movimentos geopolíticos.

Putin se reunirá com Raúl Castro e seu irmão Fidel, protagonistas do período da Guerra Fria, em que a ilha comunista foi peça-chave do xadrez estratégico e armamentício entre os Estados Unidos e a União Soviética. Em outubro de 1962, a descoberta de que os soviéticos haviam instalado bases de mísseis nucleares em território cubano esteve a ponto de desencadear uma nova guerra mundial. Fidel Castro nunca perdoou o acordo selado, pelas suas costas, entre John F. Kennedy (1917-1963) e Nikita Khruschov (1894-1971): retirar os mísseis em troca do compromisso norte-americano de não invadir a ilha. O Pentágono ainda se comprometeu a tirar os seus mísseis posicionados na Turquia.

O presidente russo chega à ilha em um momento em que administra o mais grave enfrentamento entre blocos no pós-Guerra Fria, travado contra Washington e seus aliados europeus pelo controle da Ucrânia. A intervenção da diplomacia norte-americana no pátio da Rússia parece um contraponto à gradual penetração de Moscou no quintal dos Estados Unidos –a parte da América Latina governada pela esquerda e, concretamente, Cuba, a 145 quilômetros da costa da Flórida. Putin aterrissa em Havana fazendo outro aceno, já que perdoou 90% da dívida contraída por Cuba durante suas quase três décadas de dependência em relação a Moscou, um valor equivalente a cerca de 80 bilhões de reais.
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O desmoronamento da URSS, em 1991, levou ao colapso econômico da maior das Antilhas, cujo PIB caiu mais de 30%.

Moscou fechou as suas instalações militares na ilha, incluindo o centro de radares da Lourdes, por cujo funcionamento pagava um aluguel anual em torno de 600 milhões de reais. “Com o que pagávamos podemos comprar 20 satélites e adquirir 100 estações de radares para o Exército”, declarou na época o chefe do Estado-Maior russo, general Anatoly Kvasshin. Sem peças de reposição nem recursos para consegui-las, parte do arsenal cubano de fabricação soviética ficou antiquada, obsoleta.

As relações bilaterais se mantiveram em um patamar mínimo até a atual recuperação dos laços bilaterais, que é utilitária e pouco ideologizada. A partir de 2005, a aproximação entre os dois países tem sido constante e abrange todos os âmbitos, inclusive o militar. Os temas mais secretos serão tratados pelo coronel Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro, responsável pela Comissão de Defesa, e por Nikolai Patrushov, diretor do Conselho de Segurança da Federação Russa, ex-colega de Putin na KGB, a agência de espionagem da URSS, que existiu entre 1954 e 1991.

As partes preparam acordos de caráter logístico para a atracação e manutenção de navios da Marinha russa no porto de Havana. Recentemente, já ancorou por lá o navio-espião Viktor Leonov. É a segunda vez que o presidente russo visita Cuba, enquanto Raúl Castro já viajou duas vezes para Moscou na condição de presidente, em 2009 e 2012. A Rússia, por outro lado, perdeu terreno no flanco comercial, liderado por Venezuela, China e Espanha, e seus intercâmbios com Cuba mal superam os 600 milhões de reais, situando Moscou em décimo lugar no ranking dos parceiros comerciais cubanos.

Para reduzir distâncias, os 10% não perdoados da dívida cubana, equivalentes a 9 bilhões de reais, serão reaplicados na zona franca de Mariel, a 45 quilômetros de capital. O Brasil está à frente dos demais países em uma área de investimentos tutelada diretamente por Raúl Castro, convencido de que esta será uma das molas salvadoras de um país que não soube aproveitar os enormes recursos recebidos dos soviéticos para desenvolver uma indústria produtiva. O fim dos subsídios da metrópole causou um curto-circuito em Cuba.

Na Argentina, Putin abordará assuntos econômicos e políticos com a presidenta Cristina Fernández de Kirchner, e concluirá a sua viagem à América Latina no Brasil, na cúpula do grupo de países emergentes BRICS, integrado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Esse fórum criará um banco próprio e um fundo de reservas. O presidente russo assistirá também à final da Copa do Mundo no Maracanã, já que seu país organizará a próxima edição do torneio, em 2018.
Texto de Juan Jesús Aznarez publicado no diário EL PAÍS, de Madrid
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